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sexta-feira, 29 de abril de 2022

O Campo de Girassóis

Estou num bar, o atendente vem e peço um suco de laranja, mas só tem outro que não lembro o nome. Era diferente, um amarelo xixi (Risos). Digo que pode ser esse mesmo, quis experimentar. Vejo a palavra milkshake no cardápio branco, com escrita em preto. A luz do local é amarela e parecia noite lá fora. Agora, já amanheceu, ainda estou no bar. Algumas pessoas a minha volta, um homem sentado me observa à distância, enquanto converso com todos. Estou sorrindo.

Em um apartamento que parecia um antigo que morei e, ao mesmo tempo, o que moro hoje, o ex quer voltar a morar comigo. Ele chega com umas mochilas, olha na minha gaveta de CDs do Roxette e diz, com ar superior, que vou precisar tirar tudo de lá. Antes disso, ele estava usando apenas cueca branca, como sempre, tirando um parafuso da porta, o qual cai escada abaixo e o deixa irado. Minha irmã está conosco e diz que ele não pode ficar ali comigo. Ainda bem que ela me deu força nessa hora! Não sei o que ele respondeu pra ela que eu acabei dizendo: "Mas aí eu não vou mais ficar solteira!". Ele pergunta se é isso o que quero e eu digo que sim. Então, ele pega as mochilas e vai embora. Graças a Deus!

De volta ao bar, a Britney Spears sai do banheiro com os seios à mostra, toda descabelada e com a maquiagem borrada. A namorada dela (no sonho) sai atrás. Eu começo a vesti-la e a arrumar o cabelo dela, dizendo que ela não podia ficar daquele jeito. De repente, ela esta linda, usando um vestido preto e coque no cabelo, sentadinha num canto. No estacionamento, a polícia procura pela mulher que estava comigo. Eu saio falando que entrego ela, estou feliz, não por isso, mas sou a favor da justiça. Os agentes nos levam a algum lugar para interrogar a todos. Fico indo e vindo de uma sala onde há outras mulheres, presidiárias, pois usavam macacões na cor cinza, pareço conhece-las. Na última vez que voltei à sala, percebo que, na verdade, é uma casinha de guarita, no meio de um campo enorme de girassóis. As mulheres estão conversando com uma nova integrante do grupo. Uma mulher de cabelo curto, com cerca de 40 anos, manchas pretas abaixo dos olhos. Parecia ser a matriarca. Ela está irritada. 

Em meio ao brilho do sol que refletia dentro da casinha, ela era a única que ainda estava cinzenta, escurecida, provavelmente, pela sintonia de sua própria alma. Enquanto estou saindo de lá, uma vez que não era meu lugar, apenas estava visitando, ela fala algo para as outras, não lembro o quê exatamente. Volto e respondo que é isso mesmo, a gente colhe o que planta. Cada um de nós, olhando para cada uma delas, recebe de acordo com as nossas obras. Saio e a mulher fica me olhando com raiva. No final, me dou conta de que estive num lugar intermediário entre o umbral e uma dimensão mais iluminada para poder encontrar com essa mulher e acertar as contas. Eu não estava presa, fazia apenas um trabalho em nome da luz.


19/01/2022

A Guria Dourada

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