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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O lugar de Rihanna na música pop


Cantora Rihanna em cenas do video da música ‘Diamonds’, do disco ‘Unapologetic’, lançado em novembroDIVULGAÇÃO

Sem fazer muito estardalhaço em vestidos de carne, uma certa cantora do Caribe vem conquistando um lugar expressivo na constelação do pop contemporâneo. Afinal, pouca gente tem a moral de terminar o ano como a artista que mais vendeu singles em formato digital nos EUA em 2012 (58 milhões), ostentar a liderança absoluta de seguidores no Facebook na categoria “artistas” (64 milhões, até o fechamento desta edição) e, de quebra, ainda emparelhar com Madonna e ameaçar Michael Jackson na disputada lista dos Hot 100 da revista “Billboard”. Estes são apenas alguns dos itens na biografia da jovem milionária Robyn Rihanna Fenty, nascida em 1988 na ilha de Barbados e famosa em proporções planetárias não apenas por suas belas formas, mas também pelo talento cada vez mais reconhecido por público e crítica.

“Diamonds”, o primeiro single do álbum “Unapologetic”, o sétimo em sete anos de carreira, já está em alta rotação nas pistas de dança. A apresentação ao vivo no programa de calouros americano “The voice”, na última terça-feira, foi assunto no “trending topic” do Twitter, com mensagens carregadas de adjetivos elogiosos de fãs e de espectadores do programa. O single chega às rádios, playlists e listas de mais vendidas/tocadas no rastro dos sucessos do álbum “Talk that talk”, lançado em 2011, recheado com o sucesso “We found love”, ainda presente na pista de dança mais próxima. Rihanna não descansa. Por isso mesmo já ganhou o apelido carinhoso (?!) de “hardworking biatch” (sic) nas redes sociais. A expressão seria algo como, digamos… uma menina que gosta de trabalhar.

Tanto trabalho parece valer a pena. Este ano a revista “Time” a listou como uma das celebridades mais poderosas do mundo. Como se não bastasse, o novíssimo single “Diamonds” acaba de conquistar o topo da parada Hot 100 da revista “Billboard”. O feito não é pouca coisa, já que a iguala a Madonna, também detentora de 12 sucessos no topo do respeitado ranking. Agora, Rihanna só perde para sua majestade Michael Jackson, líder absoluto da lista, com 13 hits. Aguardemos cenas dos próximos capítulos...

O “New York Times” já afirmou que Rihanna é a cantora “mais consistente” da nova geração, provavelmente por conta da tal disposição para o trabalho duro e do talento para farejar sucesso quando recebe as canções de seus compositores. Ao contrário de muitas de suas contemporâneas, como Jesse J. ou Katy Perry, Rihanna não compõe as próprias faixas. A seu favor, porém, a caribenha tem a sensualidade dos trópicos, uma moeda e tanto, para elevar a temperatura dentro e fora do palcos.

dueto com o ex chris brown

Duvida? Dê uma olhada no vídeo de “Where have you been”, um dos maiores sucessos de “Talk that talk”, lançado em abril deste ano, em que Rihanna ostenta um requebrado “J.Lo-encontra-Shakira”. O clipe foi dirigido por um atento Dave Meyers, o mesmo diretor do controverso vídeo “Firework”, de Katy Perry, uma das melhores amigas de Rihanna.

Se “Talk that talk” trazia canções com letras que beiram o clima dos “proibidões” do funk brasileiro, “Unapologetic” oferece um mundo com menos substrato de reggae e dubstep e mais elementos do R&B, também um território musical confortável para a popstar. Entre as novas faixas está o dueto “Nobody’s business”, com Chris Brown, seu ex-namorado. Sim, o mesmo que bateu nela em 2009 e foi proibido pela Justiça de se aproximar da estrela. Pois ele tem se reaproximado, e bastante, provocando reações inflamadas entre colegas da artista, críticos, instituições que defendem os direitos das mulheres e, claro, os sites de fofoca.

“‘Nobody’s business’ é a respeito da minha vida como um todo. Entendo que as pessoas documentem cada passo que dou, mas existe uma parte da minha vida que é só minha. Eu tomo minhas próprias decisões”, disse uma segura Rihanna em entrevista ao Facebook Live, em novembro. Na mesma conversa, transmitida ao vivo pela rede social em que reina absoluta, a cantora revelou o desejo de fazer um dueto com Madonna, apontada sem contrangimento como sua “principal influência”. Rihanna admitiu até que gostaria de ficar conhecida como a “black Madonna”. “Trabalhar com ela seria incrível, vamos jogar a ideia no ar e torcer por isso”, disse.

A quarta turnê mundial de Rihanna está marcada para começar no dia 8 de março, em Nova York, com datas fechadas para a América do Norte e a Europa. Novos shows serão anunciados em outros continentes, mas ainda não há confirmação sobre a segunda visita da cantora por estas bandas. A primeira e última foi em 2011, quando ela se apresentou em São Paulo e no palco do Rock in Rio, em setembro. Em 2013, a artista também reaparecerá na telona, no filme “Fim do mundo”, dirigido por Seth Rogen. A primeira investida cinematográfica foi em “Battleship” (2012), sob direção de Peter Berg, no qual atuou ao lado de Liam Nesson e Alexander Skarsgard, o vampiro Eric de “True blood”.

Rihanna tem preocupações bem objetivas quanto ao futuro. O apresentador Andy Cohen, da rede de TV Bravo, que comandou a entrevista da cantora no Facebook, aproveitou-se das declarações de amor a Madonna para perguntar como ela se vê daqui a 30 anos, quando terá atingido as atuais 54 primaveras da rainha do pop. A resposta foi rápida: “Só quero continuar magra e manter meus peitos apontando para cima. Sério… É só o que me preocupa.”

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