sábado, 3 de novembro de 2012

Público vai precisar de tempo, dinheiro e energia para acompanhar a movimentada agenda de shows de novembro


De Slash a Lady Gaga, passando por Fiona Apple e Kiss, calendário tem atrações para todos os gostos


Slash, Lady Gaga e Kiss são destaques da programação de novembro Foto: Arte ZH / Arte ZH

Fernando Corrêa

Em um semestre que chamou atenção pela chuva de shows internacionais, o mês de novembro anuncia uma bem-vinda tormenta.

Até o fim do mês, pelo menos 10 atrações de diferentes estilos passam pelos principais palcos de música da Capital.

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A largada é dada nesta quinta-feira (1º/11) pelos mexicanos do Maná, que se apresentam a partir das 22h no Pepsi On Stage. Além da conta bancária preparada, quem quiser acompanhar o ritmo frenético de espetáculos vai precisar de noites livres e energia de sobra.

O fim de outubro prenunciou um novembro gordo, com Jack Bruce, Sugar Ray e Robert Plant se apresentando praticamente em sequência em diferentes espaços da cidade. Agora, a agenda fica mais apertada e ganha outros matizes: artistas com trajetórias e sonoridades tão distintas quanto Lady Gaga e Slash; Rick Wakeman e Fiona Apple.

– Vários fatores podem contribuir para esse acúmulo: a chegada do frio no Hemisfério Norte, as propostas altas, difíceis de cobrir, da Ásia, que domina o mercado no primeiro semestre, e o Brasil nessa suposta evidência, que eu considero uma ilusão – diz o diretor da Opinião Produtora, Alexandre Bertoluci.

Avançamos um pouco e dezembro ainda reserva Tony Benett, Norah Jones e Madonna. Estilos diferentes à parte, os integrantes dessa turma têm em comum carreiras consolidadas e reconhecimento mundo afora. Muitos deles nunca passaram por aqui – e desembarcam quase todos no mesmo mês.

Aqueles premiados com mais de um show de seu interesse podem até dar um jeito de acomodar os ingressos no orçamento. No entanto, dependendo dos artistas na mira, a demanda é não apenas financeira, mas por disposição e tempo.

Para a sorte dos musicófilos, a avalanche é seletiva, a variedade sonora atrai públicos específicos. No dia 20, por exemplo, passam pelo Estado um medalhão do rock progressivo (Rick Wakeman) e uma grande banda de metal (Black Label Society) – Joss Stone seria a terceira atração até o cancelamento do show, anunciado ontem (veja texto ao lado). Entre os dias 26 e 28, o Pepsi On Stage recebe três atrações com públicos diferentes: Creed, Fiona Apple e Sublime With Rome. Segundo Bertoluci, a busca por esse cronograma variado, em que artistas de uma mesma "praia" não toquem em datas muito próximas, é uma das poucas maneiras de produtoras e público lidarem com a grande quantidade de espetáculos.

Quanto maior o artista (e mais caros os ingressos), maior deve ser também o intervalo até que um show "concorrente" desembarque na cidade. Infelizmente, a agenda de grandes artistas nem sempre permite a escolha da melhor data. É o caso, por exemplo, da aspirante a rainha do pop Lady Gaga, que se apresenta no próximo dia 13 – menos de um mês antes da "rainha em exercício", Madonna, que apresenta o show de sua turnê MDNA no dia 9 de dezembro, no Olímpico. Há quem ame uma e desdenhe a outra. Porém, fãs de ambas que ainda não tenham ingressos podem separar em torno de R$ 500 – é o mínimo de que vão precisar se não quiserem fazer uma escolha difícil.
ZH

 
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