quarta-feira, 13 de junho de 2012

Paulo Nunes: Palmeiras e Grêmio eram melhores

Atacante, que conquistou títulos nos dois clubes, garante que os elencos de antigamente superam os de agora
 
  
Paulo Nunes veste a máscara da Tiazinha ao marcar gol contra o Corinthians Évelson de Freitas/Folhapress 

Fábio Shimab esportes@band.com.br

Paulo Nunes fez história tanto no Palmeiras quanto no Grêmio, que hoje iniciam a fase semifinal da Copa do Brasil, no estádio Olímpico, em Porto Alegre. Pelo Tricolor, conquistou vários títulos: Gaúcho: 95 e 96; Libertadores (95); Recopa Sul-Americana e Brasileiro (96) e Copa do Brasil (97). Na equipe alviverde: Copa do Brasil e Mercosul (98) e Libertadores (99).

Apesar de toda glória, o ‘Diabo Loiro’, como era seu apelido na época, garante que os times de sua época eram muito melhores se comparado com o de agora. “Nem se compara. Na minha época o Palmeiras tinha até nove jogadores que eram titulares da seleção brasileira e o Grêmio era um time bem montado que ganhou tudo apesar de jovem. Atualmente a qualidade dos jogadores é fraca, apesar de muita vontade”, disparou ele em entrevista exclusiva ao band.com.br.

O ex-atacante acha que o time gaúcho tem um melhor elenco do que o rival. “O Grêmio está um pouco melhor. Tem o Kléber que é um jogador que eu gosto, mas não sei se vai jogar. Já o Palmeiras tem um elenco muito fraco. O Felipão faz milagre. Em minha opinião só tem o Marcos Assunção. O Palmeiras perde e enfraquece muito sem o Valdivia, que mesmo mal, é melhor do que qualquer um que tem lá”.

Paulo Nunes garante que não vai torcer para nenhum time. “Não dá para escolher um só, porque são os dois times que eu amo muito, me projetaram para o futebol”.

O ex-camisa sete não tem dúvidas de que esse clássico vai ter um duelo à parte entre os técnicos Luiz Felipe Scolari e Vanderlei Luxemburgo. “Para mim eles continuam sendo os dois melhores técnicos do Brasil. Vai ser um duelo a parte, porque ambos fazem a diferença. Os dois tinham que trabalhar juntos, pois se completam. O Felipão é mais emocional e o Luxemburgo, razão”.

Veja a entrevista completa a seguir:

Band.com.br: Você fez história tanto no Palmeiras quanto no Grêmio. Para quem está torcendo nas semifinais da Copa do Brasil?

Paulo Nunes: Pra ninguém. Não dá para escolher um só porque são os dois times que eu amo muito, me projetaram para o futebol, me colocaram em cima. Com um deles passando, com certeza vou assistir a final.

Band.com.br: O fato de o Grêmio estar em terceiro no Brasileirão e o Palmeiras em penúltimo influencia nesse jogo?

Paulo Nunes: De maneira nenhuma. É uma outra competição totalmente diferente, além do mais a Copa do Brasil é mata-mata e está em uma fase decisiva, onde ninguém quer perder.

Band.com.br: Então você acredita em um jogo aberto?

Paulo Nunes: Não, pelo contrário: 1 a 0, 2 a 1, 1 a 1. Um placar baixo, já que, em minha opinião as duas equipes não são de muitas qualidades atualmente.

Band.com.br: Quem é melhor: Palmeiras ou Grêmio?

Paulo Nunes: O Grêmio está um pouco melhor, por isso está melhor classificado no Brasileirão. Tem o Kléber que é um jogador que eu gosto, mas não sei se vai jogar. Já o Palmeiras tem um elenco muito fraco. O Felipão faz milagre. Em minha opinião só tem o Marcos Assunção. O Palmeiras perde e enfraquece muito sem o Valdivia, que mesmo mal, é melhor do que qualquer um que tem lá. Vai fazer muita falta. Acredito que, por isso, o Felipão vai optar por um esquema mais cauteloso, pragmático.

Band.com.br: O que pensa à respeito do duelo entre Felipão e Luxemburgo?

Paulo Nunes: Para mim eles continuam sendo os dois melhores técnicos do Brasil. Vai ser um duelo a parte, porque ambos fazem a diferença. Os dois tinham que trabalhar juntos, pois se completam. O Felipão é mais emocional e o Luxemburgo, razão. O Felipão é mais de qualidade tática, de grupo, de fechar a equipe, de tirar do jogador toda vontade determinação. Já o Luxemburgo extrai toda a capacidade do jogador, sabe fazer a equipe tocar a bola como ninguém.

Band.com.br: Dá para comparar o Grêmio e o Palmeiras de hoje do que quando você jogava?

Paulo Nunes: De maneira nenhuma. Nem se compara. Na minha época o Palmeiras tinha até nove jogadores que eram titulares na seleção brasileira e o Grêmio era um time bem montado que ganhou tudo apesar de jovem. Atualmente a qualidade dos jogadores é fraca, apesar de muita vontade.

Band.com.br: Você participou daquela batalha épica entre Grêmio e Palmeiras pelas quartas de final da Libertadores de 1995. Você se lembra daquele jogo?

Paulo Nunes: Não tem como não lembrar. Aquele jogo foi um absurdo, teve emoção a flor da pele, vibração, pressão, briga, confusão. Foi um jogão perfeito e eu estava no Grêmio. Além desse, guardo na memória outros dois jogos em toda a minha carreira: Quando estava no Palmeiras contra o Flamengo, pela semifinal da Copa do Brasil quando viramos o placar com um a menos. Outro também foi pelo Palmeiras contra o Vasco pelas oitavas de final da Libertadores de 99. Quando tiramos o Vasco, tínhamos a certeza que seríamos campões. Não deu outra.
Paulo Nunes comemora gol pelo Grêmio Beto Garavello/Folhapress
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