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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Gal Costa volta em CD com pegada eletrônica

A cantora baiana, de 66 anos, gravou um álbum só com músicas de Caetano Veloso. Sonoridade moderna e batidas eletrônicas dão tom ao lançamento

Capa do novo CD da Gal Costa (Foto: Divulgação)

Depois de seis anos longe dos estúdios, a cantora Gal Costa volta em Recanto (Universal Music), um CD só com músicas compostas por Caetano Veloso. O álbum, que tem previsão de chegar às lojas no dia 6 de dezembro, vai trazer a voz de Gal acompanhada por batidas eletrônicas. Além de Caetano, Moreno, filho mais velho do compositor, assina a produção do disco.

Em entrevista ao Fantástico neste domingo (27), Gal cantou a música “Neguinho”, uma música cuja letra faz uma crítica à sociedade consumista. O disco traz, no total, 11 canções, sendo que duas, "Madre Deus" e "Mansidão" já haviam sido gravadas anteriormente.

Na entrevista ao programa, Caetano também afirmou que irá dirigir o novo show da cantora, com estreia prevista para março de 2012. “Gal tinha pensado em fazer um show só com músicas minhas. Eu concordei. Mas depois eu fiquei achando que devia ter um pouco mais da história dela, independente das minhas composições”, disse Caetano.

Gal é uma das grandes intérpretes do compositor. Logo no início de sua carreira, ela lançou um disco em parceria com o amigo. Foi em1967. O disco Domingo mostrou Gal com um acento bossa novista – ela sempre se disse fã de João Gilberto. Em 1974, Caetano produziu para a amiga o disco Cantar. Dois anos depois, Gal e Caetano se juntaram a Maria Bethânia e Gilberto Gil e formaram Os doces bárbaros, show que cumpriu uma extensa temporada de apresentações pelo Brasil.

Nos últimos cinco anos, Gal vinha se apresentando, em shows pelo Brasil e algumas cidades da Europa e Estados Unidos, com um show me formato voz e violão, no qual cantava músicas que foram sucesso em sua voz, como “Vatapá”, “Sorte” e “Baby”. O último disco com músicas inéditas foi lançado em 2005, pela gravadora Trama. Gal fez poucos shows com o repertório e a maioria das músicas desse trabalho permanece desconhecida do grande público, com exceção de“Mar e sol”, que fez parte da trilha sonora da novela Viver a vida, da TV Globo.
 
Fonte: Época
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