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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Rowan Atkinson diz que gosta de ser chamado de Mr. Bean

O ator estreia seu novo filme 'O Retorno de Johnny English'. Foto: Divulgação
O ator estreia seu novo filme 'O Retorno de Johnny English'
Foto: Divulgação




É impossível não associar Rowan Atkinson a Mr. Bean. Em entrevista ao Terra, o ator inglês deixou escapar caretas e trejeitos de seu famoso personagem e contou que nas ruas é mais chamado de Mr. Bean do que por seu próprio nome.




"Fico bem contente porque não gosto de expor minha vida pessoal. Eu nunca quis ser uma personalidade, sempre quis ser um ator". O único problema de ser tão ligado ao papel, diz Atkinson, seria se ele quisesse atuar em áreas mais sérias, o que não é o caso.

"Não tenho dúvidas de que Mr. Bean representaria muita bagagem. O problema não é minha performance, é o que a audiência está preparada para aceitar, e sei que minha imagem dominante é de um personagem infantil e bobo".

Atkinson, 56 anos, não tem planos de interpretar novamente o atrapalhado que bateu recordes de audiência. Para ele, à medida em que as pessoas envelhecem, elas passam a perder o que define como autoridade cômica.

"Se você é velho, na minha opinião, as piadas funcionam menos, principalmente se elas forem bobas ou satíricas, pois você precisa ser bobo e infantil para poder fazer esse tipo de humor. Um homem velho contando piada é menos interessante e engraçado do que um jovem, porque o jovem tem a energia, a autoridade, a juventude inquestionável".

Para Atkinson, não há limites quanto ao tema da piada. "Você pode fazer humor de qualquer coisa, mesmo de uma tragédia, o segredo é quando e à quem contar".

Mr. Bean, que surgiu na TV em 1990, fez piada da seriedade da família real britânica. "A razão pela qual a família real é uma área frutífera para comédia é que eles representam um código de conduta, você deve ser educado e discreto, e se você colocar nesse mundo um personagem que não se comporta assim você tem imediatamente uma piada", explica.

A rainha Elizabeth II também aparece no novo filme de Atkinson, O Retorno de Johnny English, sobre um espião britânico trapalhão. A sequência de Johnny English (2003) estreia no Brasil no dia 28 de outubro. "O engraçado é que Johnny English tem pavor da ideia de romper a convenção da família real, ele quer se portar bem mas não consegue, e é isso que faz a piada", diz ele.

Mesmo satirizando o mesmo assunto, o ator garante que Johnny English e Mr. Bean são diferentes. "Sempre chamo Mr. Bean de uma criança egoísta e vingativa, com a qual eu não gostaria de jantar, enquanto que com Johnny English isso seria interessante. Claro, ele é meio cheio, presunçoso, arrogante, mas acho que ele tem boas intenções".

Em preparação para o papel de agente, Atkinson teve contato com espiões do serviço de inteligência britânico. "Uma das coisas engraçadas em conhecer espiões britânicos é ver como eles são agradecidos a James Bond por criar um status totalmente fictício do serviço de inteligência. Acho que isso garante que eles continuem recebendo um bom orçamento do governo britânico", diverte-se.

Atkinson brinca que Johnny English faz o oposto, mostrando o lado real do serviço. "Na verdade, nosso mundo é tão distante da inteligência britânica quanto James Bond é".

Na vida real, diz ele, todos os funcionários do serviço usam crachás pendurados no pescoço. "Todos os espiões usam identificação e você começa a pensar: mas eles são espiões, por que usam identidade?".

Tanto o filme original assim como o lançamento receberam críticas variadas. Mas Atkinson diz não se importar muito com isso. "Comédia é algo muito pessoal e algumas piadas nunca vão ter apelo para certas pessoas. Eu faço filmes que me agradem e que agradem o público pagante, e tenho a sorte de ter feito sucessos comerciais".

Depois de sua elogiada interpretação de Fagin no musical Oliver! em Londres, em 2009, Atkinson pretende voltar aos palcos da Inglaterra no final de 2012. Embora não possa dar detalhes de próximo trabalho, por estar ainda em discussão, o ator revela que será um papel tragicômico numa peça que se passa nos anos 60. 

Fonte: Terra
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