quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Estreia nesta sexta 'O Palhaço' com Selton Mello

Divulgação
  'O Palhaço' é o segundo longa metragem de Selton Mello na direção  
'O Palhaço' é o segundo longa metragem de Selton Mello na direção 
 
O filme, dirigido e estrelado por Selton Mello, aposta na delicadeza para fazer rir e emocionar o público Jussara Soares 

Na contramão dos cinema 3D e dos filmes nacionais que apostam na violência para garantir bilheteria, “O Palhaço”,  dirigido e estrelado por Selton Mello, estreia amanhã levando a ingenuidade do circo mambembe para as salas de projeções. Trata-se de um filme delicado, que aposta na sutilezas - inclusive com pouco diálogos -  para fazer o respeitável público rir e chorar.

No longa, Benjamim (Selton Mello) forma com seu pai Valdemar (Paulo José) a dupla de palhaços Pangaré e Puro Sangue.  No picadeiro, Pangaré faz rir. Mas sem a maquiagem e o nariz vermelho, Benjamim não acha mais tanta graça na vida. “Eu faço o povo ri, mas quem é que vai me fazer rir?”, se questiona o palhaço sem identidade e sem certeza da própria arte. 

A trupe do Circo Esperança é formada por atores poucos conhecidos do grande público, como a bela Giselle Motta, que interpreta a sensual e obscura dançarina Lola. O elenco se mostra à vontade e convence como artistas circenses. “Você acredita que aquela trupe existe”, comenta Selton Mello, sem deixar de ter razão.

Por outro lado, como “O Palhaço” é um road movie -  que acompanha a saga da trupe pelas estradas de cidadezinhas do interior de Minas Gerais -  abre espaço para as participações especialíssimas. Fabiana Karla, Tonico Pereira, Ferrugem, Jackson Antunes, Emilio Orciollio Netto, Danton Mello e Moacyr Franco interpretam personagens que surgem pelo caminho. Embora sejam papéis pequenos, alguns fizeram valer os poucos minutos em cena, com é o caso de Moacyr Franco. 

“O Palhaço” é o segundo filme de Selton na direção e pode fazer o ator cair nas graças do público também como diretor. A estreia com “Feliz Natal” (2005) passou longe de ser um sucesso. Enquanto que o novo trabalho foi recebido com elogios nos festivais de cinema de Paulínia e do Rio. “O filme tem uma doçura e uma leveza na narrativa que tem encantado o público por onde já passou”, conta o diretor. 

Selton define o filme como uma “homenagem ao analógico na era digital”. Mas também é um brinde às memórias da infância e dos tempos em que os circos eram as grandes (e talvez únicas) atrações nas cidades. Não será difícil se emocionar no cinema e ter aquela vontade de rir novamente embaixo da lona de um circo de verdade. Acredite, eles ainda existem!

Fonte: Rede Bom Dia
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