sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

SEXTANIMAL - Os animais nunca estão perdidos, só não estamos mais lá por eles.


No fim de semana do dia 5 de fevereiro, assisti ao filme "Sempre a seu lado" (Hachiko). A história fala sobre a lealdade e fidelidade de um cachorro Akita para com seu dono até o fim de sua vida. Uma linda película que, além de me fazer chorar, também provocou uma súbita lembrança: o River.

River era um cachorro brincalhão e grande, mistura de poodle com outra raça qualquer que morava comigo, meu padrasto e minha mãe em Canoas/RS. Na época, eu devia ter uns 10 anos, River apanhava muito do meu padrasto pois ele não gostava de nada que o cachorro fazia. Ele não podia latir ou brincar no pátio. 

Ah.. eu adoro latidos! Sempre que os cachorros latem ao redor do meu prédio, lembro de como era bom sentir a brisa da noite na janela do meu quarto com os latidos ao fundo. Aquele som de noite, sabe?!

Bom.. voltando para o caso River..

Em seguida que fui morar com minha irmã em Porto Alegre, minha mãe e o companheiro dela se mudaram para o litoral gaúcho, de onde nunca saíram. E, como o River era um incômodo, o doaram (ou venderam.. do jeito q meu padrasto era..) para outro casal. Claro! Não suportaram ficar nem comigo, sobrou para o cachorro também.

Mais tarde.. não tenho certeza de quanto tempo depois, mesmo com toda a rejeição que sofreu e sob a chuva, River percorreu um longo caminho até encontrar a casa de minha mãe. Chegou lá cansado e  todo sujo de lama. Mal podiamos ver seu pelo cor de mel. 

River seguiu seu coração, assim como um rio segue o mar. Ele sabia seu destino. É uma pena o terem levado de volta e, a partir daí.. não sei mais o que aconteceu com ele. Espero que ele não tenha vivido como o cão do filme, pois é muito triste viver à espera de alguém que nunca vai chegar. Principalmente, no caso de River, se esse alguém nunca o teve no coração, como os seus donos.

Não é só um acontecimento assim que me faz lembrar do River. Nas redondezas por onde moro também tem um poodle gigante que me faz lembrar daquilo que nunca esqueci..

Que o River nunca saiu do meu coração pois eu não era sua dona, mas sua parceira. Parceira da qual ele foi separado. Espero que estejas bem e confortavelmente esperando por mim em companhia do *Cherenga, do *Kiki, da *Brenda e do *Mário e de outros que passaram e iluminaram meu caminho.

*O SEXTANIMAL de hoje foi feito em homenagem a todos os PETS que, de uma forma ou de outra, abandonamos. Não pensem neles como bichos, mas como se fossem você!

Servem para todos os PETS.


*O Kiki era meu Boxer lindo com o qual lutei debaixo da casa de praia do meu cunhado para pegar a bolinha de tênis. 

*O Cherenga ficou em Caxias do Sul/RS quando mudamos para Porto Alegre. Não sei qual sua história final.

*A Brenda Willy (poodle preta com perfil no orkut) se chamava Dunga e apanhava da dona, quando veio morar conosco minha irmã não queria. Então eu e o meu cunhado a adotamos. A Brendinha ficou boa e não atravessava a rua sem autorização. Minha irmã passou a gostar dela e, de repente, ela já não era mais minha. E a ex-dona a queria de volta. Nem pensar! Obs.: O Brenda é influência dos Barrados no Baile (Beverly Hills, 90210) e o Willy era do Melrose Place (Idéia da minha irmã, ela amava o Willy).

*O Mário era o cachorro da minha outra irmã. Ele era super protetor. Morreu do coração. E, quando meu sobrinho apronta, ele diz que foi o Mário. "Mário, que Mário?" Hehe

E hoje, eu tenho a Judy Poppy, uma poodle que nasceu com o pêlo acobreado e foi mudando de cor, assim como a mamãe dela. Ah! Ela mordia o dedão do pé do meu marido quando pequena.



"Os animais são tudo de bom, eu amo muito tudo isso!!!"




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