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quinta-feira, 27 de maio de 2010

É possível ter privacidade na internet?


Em minha opinião sim. Segundo o dicionário on line de português Priberam, a privacidade significa intimidade de pessoal ou de grupo definido de pessoas. Ora, no meu entendimento, isso quer dizer que dividimos nossos pensamentos, nossas emoções, nossos feitos e nossa vida com pessoas que conhecemos ou não, mas que tenham certo interesse por aquilo que divulgamos. Assim, podem existir dois tipos de privacidade:

Aquela que diz respeito a sexo, segurança, finanças, direitos e deveres de cada indivíduo em sociedade. Nisso não podemos mexer!
E, o segundo tipo de privacidade é aquela que está ligada a quem somos. Nossas virtudes, nossos defeitos, nossa personalidade, nossas habilidades e potenciais. Tudo isso é posto em jogo quando vamos a uma entrevista de emprego. Não é mesmo?!
Então, por que não divulgar na internet?

Claro, é preciso ter cuidado. Existem pessoas que nos lesam de alguma forma através da rede e isso não é legal (duplo sentido). Por isso, muita gente confunde os dois tipos de privacidade que comentei anteriormente. Todavia, não existem pessoas perfeitas, apenas pessoas que possuam dom para fazer mais uma coisa do que outras. Logo, não vamos julgar ninguém!

Não podemos mudar quem somos e não possuímos duas personalidades. Se isso acontecesse, provavelmente estaríamos com alguma patologia. Entretanto, quando estamos no trabalho, existe uma postura que adotamos para estabelecermos boas relações profissionais. Isso não significa que sejamos doentes, fakes ou que estejamos escondendo algo. Apenas estamos proporcionando ao ambiente tranqüilidade, equilíbrio e conhecimento com respeito e sem violência.

O que quero dizer é que pode existir privacidade inclusive na pornografia e na prostituição. Ou seja, há um limite estabelecido entre o que a pessoa quer compartilhar e o que ela não quer. Utilizar informações de má fé ou forçar alguém a fazer algo acaba com qualquer tipo de privacidade.

Partilhar na internet conhecimento, opiniões, gostos, fotos e outros feitos, é orgulho, amor próprio, boa auto-estima e vontade de mudar o mundo daquele que publica. Não há mal em divulgar essas coisas, a não ser que aquele que está visualizando essas informações haja de maneira maldosa e sem consideração, mandando vírus, invadindo computadores e sites e causando dano a outrem. Neste caso, o problema não é de privacidade ou de superexposição, mas de segurança e resultado de uma sociedade caótica e que não estabelece limites para aqueles que desconhecem o respeito pela humanidade. Caso de polícia! A tecnologia tem de calar quem faz o mal e não quem faz o bem.
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